PURITA


2

Não acreditava no amor, dizia ele. Ela sim. Até porque tinha um horror natural a esse tipo de lugar comum. E achava que um dia ‘aquilo’ ainda ia dar uma volta, ‘davam-se tão bem’.
É curiosa a expressão dar-se porque era o que realmente acontecia entre eles. Havia uma entrega que parecia que os transportava para outro lugar, tudo desaparecia, as pessoas, a pessoa de cada um, eles próprios se anulavam.
Nunca falavam do que se passava entre eles, mas confidenciavam e confiavam as suas vidas um ao outro. Quase que foi chocante [para quem visse de fora], a naturalidade com que ele contou que tinha encontrado finalmente a casa que iam começar a comprar.
Nenhum cobrava nada um do outro, apenas o conforto de umas horas em que se desligavam da realidade para [se] encontrarem uma forma quase desumana de cumplicidade, em que tudo é permitido, em que se conhecem profundamente pelo olhar, não há traições...porque não existe mais ninguém.
E ouvia-se...

‘Oh, and in your eyes I see
what\'s on my mind
You\'ve got me wild
turned around inside
Oh and then desire, see, is creeping
up heavy, oh inside here
And I know you feel the same way as
I do now..

Stay here with me, love, tonight
just for an evening
When we will make it,
our passionate pictures
You and me twist up;
secret creatures
And we\'ll stay here
Tomorrow go back to being friends

But tonight let\'s be lovers...

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