PURITA


X

Estava a pensar de como as palavras dos outros têm presenciado a minha vida...por escrito, conheci amigos e amores.
Dos primeiros, alguns tornaram-se amigos da categoria “se não me casar contigo, convido-te para o casamento”, e dos segundos, alguns ficaram primeiros e outros desapareceram...
Tenho uma colecção de cartas apaixonadas invejável, daquelas que fazem qualquer mulher achar que andam com o “seu” próprio escritor debaixo do braço. Das que fazem suspirar, num quase leve desmaio.
Por vezes calor, muito calor.
Gosto de reler as minhas respostas, onde me vou encontrando também, chegando algumas vezes a pensar se realmente terei sido eu a escrever. Redescubro uma cumplicidade que julguei em tempos nunca ter existido, mas que está lá, nas minhas palavras e nas tuas.
Depois deste rol de lugares comuns que toda a gente está farta de saber, a verdade é que não há ainda explicação para o maior deles todos: porque é que é tão mais fácil escrever em vez de se dizer ou fazer o que se diz? As pessoas revelam-se pelas palavras?
É que o risco de não se ser levado a sério é maior.
Gosto de conversa.
O encantamento vai até um certo ponto, para passar a desalento e desânimo no segundo seguinte.
Gosto de conversar com os olhos, não me assustam os elogios (a não ser quando são excessivos) e não sou poupada em fazê-los, gosto, e gosto de sorrir.

Mas o que faço eu com isso? São só palavras...às vezes cansam-me, outras alimentam-me.
Talvez edite um livro, o que não ganho em presença física pode ser que ganhe em dinheiro. É material do melhor...

2 Responses to “X”

  1. # Blogger kiko

    Gostava de comprá-lo... e de perceber que palavras vãs são essas que fazem suspirar... Para perceber o que é realmente um verdadeiro mal de amor que desvanece com o olhar, ler: O Amor em Tempos de Cólera. ;)  

  2. # Anonymous pedro

    Sobre o livro, só te aviso que ainda vais ter montes de problemas com os direitos de autor. :-)
    Sobre o modo como as pessoas se revelam - é claro que é pelos actos, pelo que fazem e pelo que se recusam a fazer. E assim revelam medo, coragem, consciência, loucura, intuição, volubilidade, conhecimento, experiência, generosidade, tolerância ou crueldade. As palavras voam, e o que se escreve também se apaga. São evidentemente fáceis, as palavras.  

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